SERMÃO PARA O DOMINGO DA SEPTUAGÉSIMA
Convertei-vos enquanto é tempo
Amados irmãos:
A Santa Igreja, como Mãe e Mestra, hoje nos leva para o tempo da Septuagésima: tempo grave, tempo de exame, tempo de verdade.
Antes de iniciar o caminho penitencial da Quaresma, ela nos desperta do sono da alma e nos recorda uma realidade que o mundo odeia ouvir: a vida é combate, o tempo é curto e o Juízo é certo.
O homem moderno vive como se não houvesse eternidade. Trabalha, compra, acumula, distrai-se, peca e adia a conversão, como se tivesse domínio sobre o amanhã. Mas a Palavra de Deus ecoa como trombeta: “Não sabeis o dia nem a hora”. A Septuagésima nos arranca das ilusões e nos coloca diante do tribunal da consciência.
Desde a queda de Adão, toda a história humana é uma marcha em direção ao Juízo. O pecado original abriu as portas da morte, do sofrimento e da confusão. E o que vemos hoje, irmãos, senão o mundo colhendo o que semeou? A fé é abandonada, a verdade é relativizada, o pecado é celebrado, a Igreja é ferida por dentro e por fora. Tudo isso já foi anunciado.
Nossa Senhora do Bom Sucesso, em profecias reconhecidas pela Igreja, falou de tempos em que a fé quase se extinguiria, em que a corrupção entraria até nos lugares sagrados, em que o clero seria atacado e confundido, em que os sacramentos seriam desprezados. Disse também que muitos viveriam como pagãos, mesmo se dizendo católicos. E olhai ao redor: essas coisas não estão acontecendo diante de nossos olhos?
Mas atenção, irmãos: as profecias não são dadas para satisfazer curiosidades nem para alimentar medo estéril. Elas são dadas para chamar à conversão. Quando Deus fala, é porque ainda há tempo. Quando Ele adverte, é porque ainda espera o retorno do pecador.
O grande perigo dos últimos tempos não é apenas a perseguição externa, mas a tibieza interna. Almas mornas, que rezam sem fervor, que vivem nos sacramentos sem conversão, que querem o Céu sem cruz, que querem misericórdia sem arrependimento. Mas diante do Justo Juiz não haverá enganos. Ele é infinitamente misericordioso, mas também infinitamente justo.
Cada um de nós comparecerá sozinho diante de Cristo. Não haverá desculpas, não haverá comparações, não haverá máscaras. E o Justo Juiz perguntará:
- O que fizeste com a graça que te foi dada? O que fizeste com o tempo que te concedi? O que fizeste com o Meu Sangue derramado por ti?
O inferno está cheio de almas que pensaram que ainda havia tempo. O Céu está cheio de pecadores que se converteram a tempo.
Este domingo clama aos nossos ouvidos: acorda, alma adormecida. Sacode o pó do pecado. Retorna enquanto a porta da misericórdia ainda está aberta. Porque chegará o dia em que essa porta se fechará, e então restará apenas a justiça.
Não esperemos grandes sinais no céu, quando Deus já fala pela consciência. Não esperemos castigos maiores para nos convertermos, quando Ele já nos chama agora com doçura.
Hoje é o dia da salvação. Hoje é o tempo favorável.
Convertei-vos, irmãos:
• Confissão sincera.
• Abandono do pecado habitual.
• Vida de oração séria.
• Reparação pelos pecados próprios e do mundo.
• Fidelidade à doutrina verdadeira da Igreja, sem concessões ao espírito do século.
Quem perseverar será salvo. Quem resistir à graça perecerá.
Que Nossa Senhora do Bom Sucesso, Mãe fiel nos tempos de crise, interceda por nós. Que ela nos obtenha a graça de uma conversão profunda, verdadeira e imediata. Para que, quando o Justo Juiz vier, não nos encontre distraídos, mas vigilantes, penitentes e cheios de fé.
Assim seja, amém.
Paróquia Sagrada Face de Tours: a paróquia espiritual das igrejas domésticas
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