6-3 - SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE Mártires

 


6-3 – Santas Perpétua e Felicidade – Mártires
Padroeiras das mães cristãs, das gestantes e das mulheres perseguidas por causa da fé


As gloriosas mártires Perpetua e Felicitas viveram no início do século III e sofreram o martírio durante a perseguição promovida pelo imperador Septimius Severus. Seu sacrifício ocorreu por volta do ano 203 na cidade de Carthage, uma das principais sedes do cristianismo na África romana.
Santa Perpétua era uma jovem de família nobre, educada e respeitada em sua cidade. Tinha aproximadamente vinte e dois anos e era mãe de um menino ainda de peito. Santa Felicidade era sua serva e companheira na fé, e encontrava-se grávida quando ambas foram presas por professarem o cristianismo.
Naquele tempo, a profissão da fé cristã era considerada crime contra o Estado romano. Perpétua, Felicidade e alguns catecúmenos foram denunciados e lançados na prisão por se recusarem a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos.

O pai de Perpétua, homem pagão, procurou persuadi-la repetidas vezes a renunciar à fé para salvar a própria vida. Com lágrimas e súplicas, ele recordava a filha de sua juventude, de sua mãe e sobretudo de seu filho pequeno. Mas a santa respondeu com serenidade e firmeza. Apontando para um vaso que estava ali perto, perguntou se ele poderia ser chamado por outro nome além daquele que realmente era. Assim também ela não podia ser chamada senão pelo nome de cristã.

Durante o tempo em que permaneceu na prisão, Deus concedeu a Santa Perpétua várias visões celestiais que a fortaleceram para o combate espiritual que se aproximava. Esses relatos foram conservados na antiga obra conhecida como Passion of Saints Perpetua and Felicity, documento precioso da Igreja primitiva.

Enquanto aguardavam a execução, surgiu uma dificuldade para Felicidade. A lei romana proibia executar mulheres grávidas, e temia-se que ela fosse separada de seus companheiros de martírio. A santa rezou então com grande fervor para que Deus lhe concedesse dar à luz antes da execução. Sua oração foi atendida: três dias antes dos jogos ela deu à luz uma menina.

Chegado o dia do suplício, os mártires foram conduzidos ao anfiteatro diante da multidão reunida. Primeiro foram entregues a uma vaca bravia, que lançou violentamente ao chão as duas santas. Mesmo feridas e cobertas de sangue, levantaram-se com admirável serenidade, ajudando-se mutuamente e exortando os companheiros a permanecerem firmes na fé.

Depois desse tormento, foram finalmente entregues ao golpe da espada. Conta a tradição que o jovem gladiador designado para executar Perpétua tremia de medo. A santa então tomou-lhe a mão e guiou ela mesma a espada até o próprio pescoço, mostrando assim a coragem heroica de quem oferecia a vida por Cristo.
Assim consumaram o martírio e entraram na glória eterna, tornando-se testemunhas luminosas da fidelidade cristã. Desde os primeiros séculos seus nomes são venerados na Igreja, e ambos foram inseridos no antigo Cânon Romano da Missa, sinal da grande veneração que sempre lhes foi tributada.

Milagres
Entre os prodígios associados às santas destaca-se o fato extraordinário da oração de Santa Felicidade durante a prisão. Temendo não poder participar do martírio por causa da gravidez, ela suplicou a Deus com grande confiança. Três dias antes da execução deu à luz uma menina, podendo assim sofrer o martírio junto de seus companheiros.
A narrativa das visões de Santa Perpétua também é considerada um sinal da assistência divina. Nessas visões Deus lhe revelava a vitória final dos mártires e a recompensa eterna preparada para aqueles que perseveram na fé.

Frase marcante do santo
“Não posso ser chamada por outro nome senão cristã.”

Exemplo para a Igreja doméstica
Santas Perpétua e Felicidade ensinam às famílias cristãs que a fé deve ocupar o primeiro lugar na vida. Nem os vínculos humanos, nem o medo do sofrimento devem levar o cristão a renegar a verdade de Cristo.
Sua amizade na fé também mostra a beleza da comunhão cristã: senhora e serva, diferentes em condição social, tornaram-se irmãs no mesmo testemunho e no mesmo martírio.

Oração
Ó Deus, que concedestes às santas mártires Perpétua e Felicidade a graça de permanecer firmes na fé até o derramamento do sangue, concedei-nos, por sua intercessão, a coragem de confessar o santo nome de Cristo em todas as circunstâncias da vida. Fortalecei especialmente as famílias cristãs para que perseverem na fidelidade ao Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Reflexão espiritual
    1. A fé cristã deve ser professada com firmeza, mesmo diante de pressões e perseguições.
    2. A esperança no Céu dá força ao cristão para enfrentar as provações desta vida.
    3. A amizade espiritual e a comunhão na fé fortalecem os fiéis na caminhada rumo à santidade.

Pequena prática devocional familiar
Reunir a família diante de uma imagem do Sagrado Coração de Jesus ou de um crucifixo e rezar juntos o Credo, pedindo a Deus a graça da fidelidade à fé em todas as circunstâncias da vida. Em seguida, invocar a intercessão das Santas Perpétua e Felicidade pelas mães, pelas gestantes e pelos cristãos perseguidos.

Paróquia Sagrada Face de Tours: a paróquia espiritual das igrejas domésticas

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Prof. Emílio Carlos