A SANTA QUE EXPULSOU O DEMÔNIO - 13-3

 


     A SANTA QUE EXPULSOU O DEMÔNIO - 13-3

13 de março – Santa Eufrásia – Virgem e Religiosa
Padroeira das virgens consagradas e das almas que buscam a vida de oração

Santa Eufrásia nasceu no século IV, em Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, em uma família nobre e profundamente cristã. Seu pai era senador imperial e sua mãe, chamada também Eufrásia, era mulher de grande virtude e piedade.

Desde muito pequena, Eufrásia foi consagrada a Deus por sua mãe, que desejava vê-la crescer no amor a Cristo e na pureza da vida cristã. Após a morte do pai, a mãe decidiu abandonar a vida da corte e retirar-se para o Egito, onde existiam muitos mosteiros e comunidades de vida consagrada que floresciam naquele tempo.

Ali, mãe e filha passaram a viver próximas de um mosteiro de religiosas. A jovem Eufrásia cresceu nesse ambiente de oração, penitência e silêncio, observando a vida austera das monjas dedicadas inteiramente a Deus.

Quando ainda era muito jovem, o imperador Teodósio soube da existência da menina, filha de família nobre, e desejou que ela retornasse a Constantinopla para contrair um casamento digno de sua posição. Porém, Eufrásia já havia decidido consagrar totalmente sua vida ao Senhor.

Com firmeza e serenidade, recusou todas as propostas de casamento e pediu para ser admitida definitivamente no mosteiro. Sua mãe apoiou essa decisão, reconhecendo nela uma verdadeira vocação religiosa.

Após algum tempo, sua mãe faleceu, deixando-a completamente entregue à vida monástica. Eufrásia abraçou então com grande fervor os exercícios espirituais do mosteiro: oração constante, obediência, humildade e penitência.

Mesmo sendo jovem, destacava-se por sua extraordinária humildade. Considerava-se a menor entre as irmãs e procurava sempre os serviços mais simples e escondidos. Lavava os utensílios do mosteiro, cuidava das tarefas mais humildes e buscava viver na presença contínua de Deus.

Sua vida foi também marcada por severas penitências, realizadas não por desprezo da vida, mas por profundo amor a Cristo crucificado e desejo de purificação da alma.

As religiosas testemunhavam sua grande caridade, sua paciência e sua alegria espiritual. A graça de Deus manifestava-se nela de maneira evidente, edificando toda a comunidade.

Santa Eufrásia faleceu ainda jovem, por volta do ano 410, após uma vida inteiramente dedicada ao serviço de Deus. Sua santidade era tão conhecida que sua memória foi venerada desde cedo pelas comunidades cristãs do Oriente.

A Igreja a recorda como exemplo luminoso de pureza, humildade e fidelidade total à vocação religiosa.

Milagres

A tradição relata que Santa Eufrásia recebeu de Deus o dom de libertar pessoas atormentadas por espíritos malignos. Pela oração humilde e confiante, ela conseguiu a libertação de uma jovem que sofria terríveis perturbações espirituais.

Esses acontecimentos aumentaram ainda mais a reputação de santidade da jovem religiosa e fortaleceram a fé da comunidade cristã ao redor do mosteiro.

Um dia apareceu uma pobre mulher com o filhinho paralítico, surdo e mudo, pedindo com muito empenho às religiosas fizessem uma oração sobre ele. A superiora entregou o doentinho à Irmã Eufrásia e esta o tomou em seus braços, fez o sinal da cruz sobre o menino, dizendo: “Quem o crê, o lê na saúde”. A criança foi imediatamente curada. — Havia no convento uma pessoa possessa do demônio. Apesar de manifestar-se nas mãos e pés era o horror de todos que dela se aproximavam. A superiora incumbiu Eufrásia do tratamento da infeliz. A religiosa obedeceu sem réplica. A princípio era recebida com impropérios e maus tratos. Pouco a pouco, porém, foi se acalmando a doente e deixou-se guiar como um cordeirinho. Para expulsar o demônio, Eufrásia armou-se de oração e jejum. Confiada em Deus, deu ordem ao demônio de sair do corpo da infeliz mulher. Si bem que muito contrariado e com protestos violentíssimos, largou a sua presa. Antes disto, porém, deu-se o seguinte fato: Uma das religiosas, Irmã Germana, cedendo a ímpetos de inveja por ouvir os elogios que teciam a Eufrásia, por causa do tratamento feliz da possessa, pediu e alcançou licença, uma vez, levar a comida à escrava de Satanás.

Corajosa aproximou-se da mesma. No mesmo instante, porém, esta lançou-se contra a Irmã, subjugou-a, maltratando-a de tal maneira que até poderia morrer, se Eufrásia não tivesse chegado a tempo, para livrá-la das garras da possessa.

Frase marcante da santa

Quem ama verdadeiramente a Deus encontra alegria mesmo nas maiores renúncias.”

Exemplo para a Igreja doméstica

Santa Eufrásia recorda às famílias cristãs que a verdadeira felicidade não se encontra nas honras do mundo, mas na fidelidade a Deus.

Em uma época em que muitos jovens são levados a buscar apenas conforto, sucesso ou prazer, seu exemplo ensina que a vida entregue ao Senhor produz alegria profunda e duradoura.

Na Igreja doméstica, os pais são chamados a cultivar nos filhos o amor pela oração, pela pureza e pela humildade, ajudando-os a discernir a vontade de Deus para suas vidas.

Oração

Ó Deus, que concedestes a Santa Eufrásia a graça de vos servir com pureza e humildade na vida consagrada, concedei-nos também um coração desapegado das vaidades do mundo.

Fazei que, seguindo seu exemplo, busquemos sempre a vossa vontade e vivamos na alegria daqueles que pertencem inteiramente a Cristo.

Por sua intercessão, fortalecei as vocações religiosas e santificai as famílias cristãs.

Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Reflexão espiritual

1. A vocação nasce do amor a Deus

Santa Eufrásia não escolheu a vida religiosa por obrigação, mas por amor. Toda vocação autêntica nasce do encontro com Deus.

2. A humildade é o caminho da santidade

Mesmo sendo de origem nobre, ela escolheu os serviços mais simples. Deus se agrada dos corações humildes.

3. A renúncia cristã gera verdadeira alegria

O mundo teme o sacrifício, mas os santos mostram que a entrega a Deus traz uma alegria mais profunda que qualquer prazer passageiro.

Pequena prática devocional familiar

Rezar em família uma Ave-Maria pedindo a Deus a graça da pureza do coração e da fidelidade à vocação cristã, recordando o exemplo de Santa Eufrásia.

 

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